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    Outubro Rosa: a importância de sentir na pele

    outubro rosa

    Todos os anos a campanha do Outubro Rosa invade a internet, através de veículos de comunicação, ONGs, empresas e pessoas para debater um assunto muito sério: o câncer de mama. 

    O investimento em palestras, materiais informativos e lacinhos cor-de-rosa é uma maneira de incentivar as mulheres a conhecer melhor o seu corpo e, através do autoexame, ter a chance de salvar a própria vida. 

    Explorar e sentir na pele a região da mama e axilas tem como objetivo a detecção precoce de possíveis anormalidades. Portanto, se toque!

    O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anômalas, formando um tumor com potenciais chances de invadir outros órgãos. Existem vários tipos de câncer de mama, alguns com desenvolvimento mais rápido e outros com evolução mais lenta. De qualquer forma, não vamos dourar a pílula: o potencial de letalidade desse tipo de câncer é bem grande. 

    Mas a boa notícia é que a maioria dos casos, quando descobertos e tratados adequadamente, apresenta excelentes chances de cura – de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), acima de 90%. É por isso que priorizar o autoexame e conhecer os fatores de risco da doença salva vidas.

    Câncer de mama em números

    Só para se ter uma ideia, em 2017 ocorreram mais de 16 mil óbitos em decorrência do câncer de mama em mulheres. Entre os anos de 2020 e 2022, estima-se que sejam diagnosticados no Brasil 66.280 novos casos dessa tipologia de tumor. 

    Os números ainda assustam, mas podem ser dramaticamente subtraídos caso o autoexame seja feito mensalmente por mulheres jovens e sem histórico familiar, ou quinzenalmente por senhoras na menopausa ou pessoas com casos de câncer de mama na família.

    A importância do Outubro Rosa, uma das campanhas com mais adesão da sociedade, é, portanto, motivar o público feminino a se tocar e, claro, ir ao médico e fazer a mamografia.

    O que buscar no autoexame?

    Só você conhece o seu corpo! Da mesma forma que você é capaz de descobrir celulite nas coxas, acne ou melasma no rosto, também consegue detectar se algo está errado com o seu seio. 

    A pele fala – você só precisa escutar com atenção.

    Para isso, basta fazer o autoexame no sétimo dia após o início da menstruação, período em que o seio está menos inchado. Mulheres na menopausa podem escolher uma data fixa todos os meses, para identificar padrões. Se o autoexame puder ser realizado a cada quinze dias, tanto melhor.

    A realização desse autocuidado é feita em três etapas: a observação em frente ao espelho, apalpação durante o banho e a investigação enquanto deitada. Nesse processo é possível observar alterações como:

    • Dores nas mamas ou axilas;
    • Seio inchado, com tamanho e formato diferente;
    • Vermelhidão, coceira e ardência ao redor do mamilo;
    • Secreção ou sangramento saindo dos mamilos;
    • Feridas ou lesões na mama;
    • Nódulos perceptíveis ao toque na mama e axila;
    • Textura da pele alterada e manchas nos seios;
    • Mamilo invertido;
    • Região da mama afundada.

    Além do autoexame, a mulher deve estar atenta aos fatores de risco que estão vinculados ao aumento da probabilidade da doença. É importante manter a atenção a eles em especial, mas não relaxar os cuidados se não fizer parte de nenhum dos grupos abaixo:

    • Mulheres acima dos 45/50 anos;
    • Primeira menstruação antes dos 12 anos e menopausa após 55 anos;
    • Fatores genéticos;
    • Lesões benignas na mama;
    • Alta exposição à radiação;
    • Não amamentar;
    • Não ter filhos;
    • Tabagismo, consumo de álcool e obesidade;
    • Sedentarismo.

    O que fazer se a mama apresentar alteração?

    Se você pratica o autoexame mensalmente e sentiu que algo está errado, o primeiro passo é manter a calma. Afinal, as mudanças apareceram em menos de trinta dias, se você manteve o padrão de atenção ao corpo, e esse período está dentro do que esperamos de um “diagnóstico precoce”. Procure um médico ginecologista ou mastologista para fazer a avaliação clínica, seguida da mamografia, um ultrassom das mamas e, em casos mais concretos, uma biópsia.

    Vale lembrar que nem todo caroço encontrado durante o autoexame é um câncer. Pode ser um cisto sebáceo, linfonodo, ou mesmo um nódulo benigno. Mas você não tem como saber disso só pelo toque, certo? Por isso a importância de procurar um especialista.

    Se porventura os exames confirmarem o câncer, mais uma vez, mantenha a calma. O diagnóstico é assustador, é verdade, mas o tratamento evoluiu muito e com taxas altíssimas de sucesso. Através de cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica é possível se livrar completamente da condição imposta pelo tumor. 

    A decisão terapêutica será feita pelo médico que irá avaliar o tipo do câncer e sua localização.

    Esse post não é para sugerir tratamentos, mas para te lembrar de estar sempre atenta às mudanças do seu corpo. Faça seus exames regularmente. A Clínica Lucas Miranda abraça essa causa e está de mãos dadas com todas as mulheres para que, a cada ano, o câncer de mama seja apenas um termo científico no dicionário médico. 

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