O guia do melasma: tudo que você precisa saber sobre o assunto

O guia do melasma: tudo que você precisa saber sobre o assunto

Melasma é uma doença de pele que se manifesta principalmente através de manchas no rosto e precisa ser tratada com o auxílio de um médico dermatologista. A condição possui características específicas, o que a diferencia de outros quadros de manchas e influi na maneira com que a pele responde a tratamentos estéticos.

A doença é benigna, mas não tem cura – ainda. Por esse motivo, deve ser tratada e mantida sob controle, já que muitas vezes o aparecimento do melasma afeta a autoestima e pode causar grande desconforto.

Vale lembrar que, assim, o tratamento deve ser realizado a vida toda. Com cuidados e orientações adequadas, é possível manter o melasma sob controle e reduzir a incidência de manchas na pele.

Mas do que, afinal, estamos falando? Preparei um guia muito completo para que você entenda o melasma, suas especificidades e entenda, a partir daí, qual é o momento de procurar ajuda médica para tratamento da doença.

Ao fim do texto, se ainda tiver alguma dúvida, deixe sua pergunta nos comentários – ou, se preferir, agende uma consulta para avaliarmos o seu caso.

Boa leitura!

O que é melasma?

O melasma é uma doença crônica caracterizada pelo surgimento de manchas acastanhadas e simétricas principalmente na face, mas pode acometer também pescoço e colo.

As manchas se formam quando o melanócito, célula da epiderme que produz a melanina, recebe uma mensagem do agente causador (que pode ser a radiação solar, calor, hormônios ou fatores genéticos) para entrar em ação. A partir deste ponto, ele entra em contato com outras células, formando uma rede de comunicação que se manifesta como uma mancha acastanhada.

Ao contrário do que ocorre no surgimento lesões malignas, o melasma é uma condição benigna, definida como doença por seu caráter persistente e recidivante. Isso significa que, mesmo com o clareamento das manchas, outras podem surgir se não houver o devido acompanhamento.

Quem mais sofre com as consequências do melasma são as mulheres: a cada 10 pacientes acometidos por melasma, 9 são do sexo feminino. Ainda que não se saiba exatamente a causa para esse número, cientistas do mundo todo acreditam que ele ocorre graças ao estímulo hormonal.

Pacientes negras, hispânicas, latino-americanas e asiáticas podem apresentar maior tendência de desenvolver melasma, já que geralmente vivem em locais com mais incidência solar durante o ano e, provavelmente, por alguma peculiaridade étnica.

A pele negra, além disso, possuem mais melanina, o que faz com que manche com mais facilidade – e, nesse caso, demanda tratamento mais criterioso. Isso acontece porque o procedimento deve ser realizado com todo o cuidado, já que agressões e processos inflamatórios podem piorar o quadro.

Tipos de melasma

Apesar das causas do melasma não serem ainda completamente estabelecidas pela ciência, já sabemos que fatores genéticos e exposição ao calor e à luz (tanto solar quanto artificial) são fatores de risco para a doença.

O vai-e-vem hormonal também tem influência no surgimento das manchas acastanhadas. Por isso, mulheres que utilizam anticoncepcionais orais, fazem uso de terapia de reposição hormonal e/ou estão grávidas podem ter mais chance de desenvolver melasma.

Outro fator de risco é o uso de cosméticos e medicamentos que contém agentes fototóxicos, que deixam a pele mais sensível aos raios UV.

O melasma pode ser classificado em três tipos que se relacionam às camadas da pele, que são três: a Epiderme, derme e a hipoderme.

A epiderme é a camada mais externa da pele, aquela que vemos a olho nu, e sua função é proteger a pele contra agentes externos. Ela dificulta tanto a saída de água do organismo quanto a entrada de microorganismos que possam ser prejudiciais. É nela que se localiza a melanina, compostos responsáveis por dar pigmentação e conferir proteção solar.

A derme é a camada intermediária da pele. Formada por fibras de colágeno, elastina e gel coloidal, é aí que se localizam os folículos pilosos, nervos sensitivos e glândulas sudoríparas.

Já a hipoderme, terceira camada da pele, é formada basicamente por células de gordura. Sua função é manter a temperatura do corpo e acumular energia para o desempenho de funções biológicas.

A partir daí, temos o melasma epidérmico, que ocorre quando a formação de melanina se instala apenas na epiderme; o melasma dérmico, em que as manchas acastanhadas atingem a camada da derme. Isso as torna mais difíceis de tratar, já que são mais profundas; e o melasma misto, causado quando as manchas acometem tanto a epiderme quanto a derme.

Como prevenir o melasma

Além dos fatores de risco para o surgimento do melasma, é importante ressaltar que agentes como estresse e consumo de bebidas alcóolicas em excesso podem agravar o melasma. A razão é simples: tais causas alteram a cascata de produção de melanina, podendo produzir mais manchas e agravar as já existentes.

Em tempos de pandemia de Covid-19, o cuidado com a saúde mental deve ser ainda maior. O estresse afeta a saúde do corpo em geral, e manter a rotina com momentos de escape para relaxamento e lazer pode ser muito benéfico para a saúde e para a beleza da pele.

Já a melhor prevenção geral para o melasma continua sendo a proteção solar. O protetor solar deve ser usado diariamente, independentemente do clima – ou seja, mesmo quando estiver nublado, o produto deve ser aplicado.

Vale lembrar que a proteção solar não só previne como, também, faz parte do tratamento do melasma. Por isso, escolha um protetor solar FPS acima de 50 e os aplique na quantidade adequada (uma colher de chá para pescoço e rosto).

Outra dica para evitar o melasma e ajudar a tratar as manchas já existentes é a utilização de pigmentos, uma vez que filtros com cor têm mais capacidade de filtrar os raios UVA, UVB e a luz visível. Se os protetores solares com efeito base te incomodam, é só aplicar o protetor sem cor e, por cima, aplicar pó ou a base já utilizada comumente.

É importante também reaplicar o protetor regularmente para garantir total cobertura. Em adição, o uso de proteções como bonés, chapéus, sombrinhas, guarda-sóis e outros itens que tampem a região do rosto e colo também é uma boa ideia.

Sempre que possível, evite o uso de hormônios, principalmente sem recomendação médica, já que a prática pode ativar o melasma, especialmente em quem já possui predisposição para a doença.

É possível tratar o melasma?

Sim, o melasma pode ser tratado! Medidas de prevenção como as citadas acima e tratamentos prescritos pelo médico dermatologista podem manter o melasma sob controle.

Por ser uma doença crônica, qualquer linha de tratamento deverá ser acompanhada por toda a vida, e não consiste apenas em clarear as manchas causadas pelo melasma, mas também evitar que elas voltem. Vale ressaltar que manchas acastanhadas são resistentes e podem retornar mesmo após eliminadas.

Caso você possua tendências genéticas para o melasma, preste ainda mais atenção em alterações na pele e, a qualquer sinal de manifestação da doença, procure um dermatologista de sua confiança para seguir com o tratamento.

Como o quadro de manchas é incômodo, não é incomum que pacientes decidam tratar as manchas com procedimentos caseiros e cosméticos sem recomendação. Não faça isso! Qualquer terapia alternativa sem acompanhamento do médico dermatologista pode dificultar a recuperação da pele.

O tratamento da doença é delicado, precisa ser feito de forma suave, já que o melasma é muito reativo. Esperamos, com ele, não gerar calor e descamação, já que agressões na pele causam uma resposta inflamatória que gera efeito rebote e pode piorar a situação. Dito isso, cremes muito abrasivos ou descamativos, peelings, microagulhamentos profundos e lasers sem orientação médica devem ser evitados.

O ideal é clarear as manchas lentamente e evitar que elas retornem ou escureçam novamente.

Para tanto, procedimentos estéticos feitos com recomendação e auxílio médico podem auxiliar muito no clareamento de manchas de melasma de forma segura e gradual. Um exemplo é o Laser Spectra XT®, uma versão atualizada do famoso Laser Spectra, que leva a resultados eficazes tanto para o melasma como para outras lesões pigmentares.

Um detalhe importante: o Laser Spectra XT® é o único tratamento para melasma aprovado pelo FDA para essa finalidade. Por ser um laser frio, é seguro na condução terapêutica da doença: não descama, não retira a camada superficial da pele e gera pouco calor.

Laser Spectra XT® e MMP no tratamento de melasma

O Laser Spectra XT® age atravessando a epiderme, sem removê-la ou agredi-la. No tratamento de melasma, o protocolo é fazer de 8 a 15 sessões de Laser Spectra XT®, que podem ser semanais ou quinzenais, a depender da avaliação médica. Elas são rápidas e indolores e não há necessidade de se afastar das atividades para a recuperação.

Outro tratamento eficaz para o controle do melasma é o MMP, ou Microinfusão de Medicamentos na pele. Esse procedimento consiste na microinfusão de medicamentos que inibem a célula do melanócito na pele por Drug Delivery.

Além de tratar o melasma, o MMP também é indicado para outras patologias, como:

  • leucodermia solar (sardinhas brancas de envelhecimento da pele);
  • cicatrizes de acne;
  • siringomas;
  • quelóides;
  • cicatrizes inestéticas;
  • cicatrizes acrômicas ou hipocrômicas;
  • estrias;
  • alopecia androgenética (calvície);
  • psoríase.

O MMP também estimula a formação de colágeno e elastina na pele, sendo uma excelente opção para tratamentos rejuvenescedores. Seu número de sessões varia entre 3 e 10, de acordo com avaliação médica, sempre com intervalos mensais.

Atente-se para a qualidade técnica da clínica onde o tratamento será realizado, já que o MMP demanda anestesia tópica (pomada anestésica) e, portanto, deve ser acompanhado por um médico especialista. Apesar disso, é praticamente indolor, rápido e simples, e a paciente está liberada para retomar as suas atividades usuais logo após a conclusão das sessões, sem necessidade de afastamento.

Como escolher o melhor profissional para tratar o melasma?

O melasma deve ser tratado com profissionais especializados. Por ser uma doença de tratamento delicado, o ideal é buscar um consultório dermatológico com experiência em estética avançada, como a Clínica Lucas Miranda, e que ofereça o Laser Spectra XT® e o Microinfusão de Medicamentos na Pele (MMP).

A paciente passará por avaliação dermatológica criteriosa antes de ser submetido aos procedimentos e deve ser acompanhada de perto ao longo de todas as sessões. Outros tratamentos podem ser receitados de acordo com o caso clínico e devem ser seguidos à risca.

Por isso, tenha muito critério a respeito do profissional que vai conduzir o protocolo de tratamento do melasma no seu caso. A dica é buscar por nomes de especialistas reconhecidos, atualizados e que se comprometam com sua saúde e autoestima.

Para garantir seu bem estar, o melhor é procurar quem sabe como agir e como tratar o melasma de forma segura e eficiente.

Clínica Lucas Miranda

A Clínica Lucas Miranda, localizada na região da Savassi, em Belo Horizonte (MG), reúne tudo o que há de mais moderno em dermatologia, proporcionando aos pacientes um ambiente acolhedor e agradável na tratativa de suas questões de pele.

O nosso compromisso é garantir sua saúde e autoestima através de profissionais especializados e tecnologia de ponta. Aqui oferecemos MMP e Laser Spectra XT® para tratamento de melasma, além de outras terapias que podem ser interessantes dentro de cada caso.

Você pode agendar sua consulta por telefone, WhatsApp ou online, através dessa página, e receber recomendações de acordo com sua necessidade. Estou esperando sua visita!